Durante grande parte da minha vida de 17 anos sempre quis fazer o que ninguém fazia. Odiava e ainda odeio seguir padrões sociais ou viver pela moda, mas quem disse que temos essa tal "liberdade" quando se é "criança"?
Sou filha de pais separados e na família materna onde cresci sempre fui ensinada que preciso aceitar o que os mais velhos me impõem por que os devo respeito por serem simplesmente mais velhos. Com isso, cresci usando roupas não agradáveis a mim, sapatos nada agradáveis, cabelo que não chamasse atenção e que não me fizesse parecer sapatão, e isso bastava. Mas a gente cresce e vai entendendo como as coisas de fato devem funcionar. Impor uma forma de viver a alguém é a forma mais horrível de agir.
O pior disso foi eu sempre achar que ninguém me aceitaria se não estivesse igual a todo mundo. Aos 12 anos decidi me libertar e tentar ser livre, porém continuei presa pela insegurança. Mesmo que não quisesse parecer como a maioria das pessoas, algo lá dentro ainda me obrigava a ser assim e então, este ano de 2015, sempre que me negava eu me perguntava "ué, por que não?".
E antes de criar esse blog tinha uma certa repulsa, pois não tenho a menor ideia de como é administrar um blog ou o que escrever nele, mas ué, por que não tentar? :)
Não estou em busca de leitores assíduos, nem de fãs e etc, mas quero que se identifiquem com minhas palavras. Quero, se possível, até ajudar com minhas singelas palavras. O objetivo desse blog existir hoje é somente a vontade de expor minhas opiniões e sentimentos quase sempre reprimidos no mundo real.
Talvez isso aqui seja só mais uma fase adolescente, mas pode ser que faça disso o meu refúgio pelo resto da vida.
Namastê.
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